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Associações Culturais
Agrupamento de Escuteiros de Moitas Venda n.° 987

Este agrupamento foi fundado em 28 de Maio de 1987, e foi quando Olegário Gonçalves aceitou a inscrição dos primeiros jovens que iriam iniciar esta caminhada.
O Agrupamento foi filiado em Ordem de Serviço Nacional n°. 441, dc 30 de Setembro de 1992, com o n°. 987, cujo patrono é D. Afonso Henriques.
Esta iniciativa foi tomada por volta de 1972, por terem passado por cá vários grupos de escuteiros, cheios de dinamismo e entusiasmo. Isto fez acreditar que também os jovens de Moitas Venda poderiam formar um grupo como aqueles.
Com o apoio do padre José Francisco Branco, nosso conterrâneo, o agrupamento formou-se e cresceu. Pais e filhos têm colaborado e convivido em actividades locais, regionais e nacionais, tanto de formação e lazer, como de apoio, nomeadamente aos peregrinos de Fátima e outros acontecimentos religiosos e civis da nossa comunidade.
Sociedade Musical Moitense
Quase apagada a sua imagem, a banda foi fundada em 1930 por José Antunes Jorge. Chamava-se Sociedade Musical Moitense, com sede em casa do senhor Artur Caetano Lopes (antigo clube). Foi uma pequena orquestra ou banda de música que muito regozijo e convívio deu aos seus componentes. Era composta por 15 elementos: José Jorge, João Jorge, Joaquim Maximiano, Joaquim do Cláudio, Joaquim Assunção Ferreira, José Chora, Artur Chora, Manuel Ferreira Chora, Joaquim Formiga, António Jorge, António Baleeiro, Joaquim Baleeiro, Manuel Gomes, João Reis, Joaquim José Baptista e José da Silva.

Eram todos deste lugar e freguesia de Moitas Venda, à excepção de António Baleeiro e Joaquim Baleeiro dos [pt.wikipedia.org/wiki/Casais_Romeiros Casais Romeiros] (Alcanena), Joaquim Formiga, Manuel Gomes e António Jorge de Vale da Serra (Torres Novas) e José da Silva de Minde. Tocavam os seguintes instrumentos: 3 Bandolins, 2 Bandolas, 2 Flautas, 5 violas, violino e ocarina.
Foi seu ensaiador José da Silva conhecido por "José da Lucinda" de Minde. Os ensaios eram feitos em casa da senhora Maria Esperança. Durou cerca de seis anos.
Actuaram em Fátima (Boieiro e Ortiga), Alqueidâo, Casais Robustos e Moitas Venda.
Em Moitas Venda, junto ao antigo Clube Recreativo de Santa Marta, organizaram uma festa, cujo lucro do bufete foi para comprar o seu estandarte, que ainda hoje existe, bordado na Ilha da Madeira. Não foi de muita duração a existência deste grupo. Começou a decair com a morte súbita de um dos seus elementos. São carinhosamente lembrados pelos seus números ainda hoje tocados na nossa comunidade.
O Clube Desportivo e Recreativo

Nos anos 50, os jovens eram, tal como os de hoje, vivos, ligeiros fugazes, sedentos de vida. A comunicação já trazia de outros lugares as notícias do desporto e de formas e entretenimento e convívio. Por isso os nossos rapazes não ficaram atrás.
E eis que em Moitas Venda se cria um clube em que se dava largas à vontade de viver livre e alegremente. Era o saudoso "Clube Desportivo Santa Marta", sediado em casa do Ti Artur, onde os bailes animados permitiam aos mais novos os seus encontros e aos mais velhos as horas regaladas de pôr em dia as novidades da terra.

Hoje, alguns anos decorridos, e com sede numa sala do edifício do salão polivalente, funciona a "União Recreativa e Desportiva de Moitas Venda", reorganizada em moldes actuais.
Saiba mais em: Clube URDMV
Centro Cultural dos Casais Robustos
A 6 de Fevereiro de 1978, reunida a comissão de culto da capela, discutiu-se o destino a dar ao dinheiro existente. Respeitando o desejo da população, decidiram que deveria ser aplicado na construção de um salão para um centro sócio cultural. Formada uma comissão para o projecto, lançaram mão-de-obra e dispuseram todo o seu trabalho e esforço, para que tudo fosse feito a bem do povo da sua terra.
Com a participação da câmara municipal de Alcanena, que cedeu o terreno, a obra nasceu, cresceu e permite, hoje em dia, um convívio amigo e saudável entre os Robustenses e seus amigos. Ali se efectuam convívios, festas, espectáculos e outras actividades de carácter sócio-cultural. Encontra-se de momento em obras de ampliação.
Deve referir-se o dia 18 de Agosto de 1978, por ter sido o dia em que foi feita a escritura dos estatutos do centro sócio cultural assinados por:
Virgílio Ferreira Gonçalves, António Silva Santarém, João Dias Afonso, Francisco Ferreira Carvalho, José Augusto Reis Martins, José Fernandes Santos, Ernesto Pedro Martins Café, José Ferreira Gonçalves, Mariano Rodrigues Carreteiro e Joaquim dos Santos Martins.
As comemorações do 30.º Aniversário da Robustuna Afonsina e do 40.º Aniversário do centro sócio cultural de Casais Robustos tiveram lugar nos dias 18 e 19 de Agosto de 2018 em Casais Robustos, Alcanena, com um programa de actividades diversificado.
Rancho Etnográfico e Folclórico de Santa Marta de Moitas Venda

Desde 1956, ou mesmo antes, a organização de ranchos em Moitas Venda tinha como finalidade quase exclusiva a exibição das danças e cantares da terra no cabeço de Santa Marta, apresentadas ao povo pelo senhor José Jorge. E destas sementes e do espírito de colaboração e de amor à arte popular, que um grupo de senhoras dinâmicas e interessadas fundou o actual Rancho.
Estando em Santa Marta, em Quinta Feira da Ascensão de 1987 a assistir à exibição de um Rancho Folclórico, na velha Eira, perguntaram entre si:
"Não seremos nós capazes de fazer algo semelhante?".
Tal foi o entusiasmo, que um ano depois, a 7 de Maio de 1988, dançava em público o "Rancho Etnográfico e Folclórico de Santa Marta de Moitas Venda" devidamente organizado.
Os trajes, as danças e os cantares são fruto de recolhas efectuadas somente em Moitas Venda. Desde o fato de trabalho ao domingueiro, reflectem a moda de ontem e o gosto de a recordar para a posteridade. A tocata é composta por acordeões, flauta, viola, reque-reque, ferrinhos e bilha, cantadeiras e cantadores apresentam o Passe de Quatro, as valsas a dois passos, o verde gaio, a xotiça, os fadinhos e os viras.

O Rancho é um elemento fundamental na vida social dos jovens e suas famílias. Pelo empenhamento de todos, tem sido possível a organização de encontros locais com grupos de todo o país, assim como a visita aos mais longínquos lugares de Portugal e até ao estrangeiro.
Tem contribuído para divulgação da nossa cultura popular, assim como a tem recolhido de outros grupos congéneres, permitindo, deste modo um intercâmbio sócio-cultural de elevado valor.
Deverá referir-se com especial atenção os nomes de Maria das Dores Maximiano, Maria Olímpia Ferreira da Silva e Irene Antunes, como principais impulsionadoras, cuja força de vontade e brio permitiram a criação deste agrupamento, através de um grande esforço para levar por diante o sonho nascido naquela Quinta Feira da Ascensão de 1987, no Cabeço de Santa Marta.
Multimédia
Vídeo de uma actuação do Rancho Folclórico de Moitas Venda 4/Julho/2009 com duração de 20 minutos e o tópico no fórum da comunidade sobre o rancho