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Policarpo Leal

Policarpo Leal irmão de Maria do Rosário Leal (mãe da ti Zélia) irmão de Margarida Leal nasceu em 1880, tendo a sua ascendência e origens em terras da Batalha. Viveu alguns anos em Lisboa, trabalhando como fiel de armazém, justificando-se assim, ter aprendido a escrever, lidar com contabilidade, etc.
Segundo as pesquisas, acabou por ser despedido do seu posto, após ter cometido actos ilícitos, em nada condicentes com o brio e bom desempenho da sua actividade. Após esse revés, veio viver para Moitas Venda onde teve três filhos sendo dois deles alcoólicos viciados e o terceiro mesmo que ambicionasse seguir as pisadas dos irmãos, problemas de estômago o impediram do sestro.
Durante a sua vivência em Moitas Venda, voluntariava-se a ir colher o correio e distribui-lo. Logicamente que a muitos analfabetos, o referido senhor, prestava-se a ler e escrever, acudindo e pedindo esmola a cortesia, que ligeiramente trocava numa das muitas tabernas existentes. Levou uma vida atribulada e espinhosa, consequência da indolência e vícios.
Faleceu em Janeiro de 1955, aquando o decorrer da nossa feira franca anual, que antes se cumpria no Largo da Venda e terreno contíguo ao cemitério.
Actualmente o seu nome foi atribuído á rua existente no sitio do carrasqueiro onde se encontra o clube e o salão polivalente de Moitas Venda; em sua homenagem.
Este artigo é baseado na recolha de informação feita por José Maximiano no fórum da comunidade.
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