Para informação sobre a rede wireless; visite https://wirelesspt.net/wiki
Joaquim Valente
Joaquim Valente (18?? - 1940)

Joaquim Valente, natural desta freguesia, nasceu nos fins do século dezanove e faleceu no ano 1940. Era um homem dotado e engenhoso na sua profissão de carpinteiro no Brasil para onde emigrou. Ai tinha a sua fazenda com grandes searas de trigo. Um dia, cansado de ver os pássaros devorarem as suas sementes, fez um moinho em miniatura com uma trombeta que produzia um toque agudo, afugentando assim os pássaros. Um brasileiro que por ali passava parou e, admirado, disse esta frase:
"Português desgraçado quim té faz trabalhar, o vento"
Nos anos 30 regressou a Portugal. Foi dono do primeiro café, gramofone e camião na freguesia, despertando grande curiosidade na população.
A primeira vez que conduziu o seu camião pequeno de rodas de madeira e pneu, uma senhora já idosa fugiu a gritar dizendo que viu um carro sem mulas a andar.
O senhor Joaquim Valente instalou um moinho de fazer farinha, movido por água e mais tarde um outro movido pelo vento.
Quando fazia um madeiramento na casa, para pôr o telhado, e era preciso cortar as vigas, barrotes ou ripas nunca era preciso medir, olhava para o local de emprego do material, cortava e era exactamente a medida desejada. Nunca falhava. Fica na história dos moitenses, este homem.