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Dona Aida
Recordando D. Aida
A senhora D. a Aida era natural de Vila Real de Trás-os-Montes e exerceu a sua função de professora em Freixianda, concelho de Vila Nova de Ourém. Aí conheceu José Capaz Gonçalves com quem se casou, vindo residir em Moitas Venda. Nunca é demais recordar virtudes humanas. D.a Aida era dotada de alma nobre, soube sempre corresponder a todas as emoções que encontrou no seu caminho.

Uma das sombras mais profundas da sua vida foi a falta de filhos, essas raízes preciosas, fruto de qualquer casamento. A todos amava na comunidade onde viveu, dentro ou fora do lar, mantendo-se sempre fiel aos seus princípios. Apesar de morrer nova, contribuiu, sempre que pôde, para embelezar a pequena Igrejinha de Nossa Senhora da Conceição, onde se ajoelhava na cadeira ao lado do marido, participando em todos os actos de culto.
Rezou por todos e pedia a deus ajuda para ultrapassar o seu desgosto, senhora muito prendada, bordava toalhas de altar e outros paramentos que oferecia à Igreja.
Não leccionou em Moitas Venda, mas colaborava nas actividades da comunidade, a todos aconselhando e ajudando no que podia.
A sua empregada doméstica foi testemunha de morte santa com que deus a chamou; alguns minutos antes de se apagar para o mundo exclamava:
"Ó Teresa, ai que lindo!... eu estou a ver uma coisa tão brilhante!..."
E que todos os dias da sua vida ela rezava uma oração a Nossa Senhora da Encarnação própria para a hora da morte. O testamento visível deste permanente acto de fé, reflectiu-se de tal modo na sua empregada que, a partir daí, recolheu consigo esta oração que reza todos os dias, e sempre que pode partilha com outras pessoas.
Edição
--Cmsv 22h30min de 4 de dezembro de 2009 (GMT)